

BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 26 a 35 anos
Engraçado...faz uma semana que comecei a escrever e já estou sem inspiração pra esse post. Tudo bem, vai ver que ainda estou de ressaca, deve ser isso. Vou plagiar umas palavras que achei por aí, vagando pela net. Amanhã escrevo alguma coisa bacana, é véspera de feriado e isso pode servir como incentivo!
"(...)e que em qualquer lugar do mundo em que estivessem se lembrassem sempre de que o passado era mentira, que a memória não tinha caminhos de regresso, que toda primavera antiga era irrecuperável e que o amor mais desatinado e tenaz não passava de uma verdade efêmera."(Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez)
Sei que isso está muito na mídia, e não é minha intenção ficar repetindo o que vemos por aí todo dia, mas que esse assunto merece um comentario, merece! Que nominho feio que arrumaram pra esse presente dos deuses. Até que enfim descobriram esse homem, o tal de metro...metro o que mesmo? Metrossexual. Pena o nome que deram pra ele mas...fazer o quê? Nem tudo é perfeito! Todo mundo já sabe que não tem nada a ver com gay, nem com perversão. O metrossexual é um sujeito, muito macho, diga-se de passagem, que se preocupa com a aparência mais do que a sociedade espera que um homem se preocupe. Aliás, ele tambéms gasta com beleza quase tanto como com cerveja ou futebol. Ele gosta de roupas de grife, gosta de fazer compras, está sempre impecável: cheiroso, unhas feitas (dos pés também), estilo sempre completo e em harmonia, cabelo bem penteado, e outros detalhes. Ah, qual a mulher que nunca sonhou em ter um homem assim, todo arrumado, mas que não é bicha? Eu ainda não conheci nenhum, mas imagino que deve ser uma delícia fazer compras com ele, falar sobre perfumes, cores, moda... Muitas mulheres podem achar estranho que o cara leve mais tempo pra se arrumar do que elas, mas eu ia me divertir muito! Cuidados com a beleza e com a saúde estão super em alta e agora é a vez deles mostrarem que sabem se arrumar. Homens, aprendam: além de fazer a barba e trocar a cueca, existem mais cuidados que vocês devem tomar do que vocês imaginam! As mulheres agradecem!
Vai começar tuuudo outra vez: luzes piscando, papais-noéis espalhados pela cidade toda, panetones (a parte boa!), pessoas esbaforidas saindo das lojas com milhares de sacolas nas mãos, filas nos caixas de bancos e supermercados, crianças implorando por brinquedos caríssimos, promoções nas lojas e o comércio de olho do 13º do povo. Viva! O ano está acabando, é Natal!!
Mas o que eu mais odeio mesmo disso tudo são os tradicionalíssimos pisca-piscas. Luzes eu até gosto, é bonito, tudo bem...Agora, aquelas que ficam piscando, juntas, ou uma em seguida da outra...urgh! Parece que elas estão dizendo "oi...o ano acabou...estou aqui de novo... essa é minha função, piscar e piscar, todo Natal...E você? O que fez? E os planos que você fez em janeiro? E a sua vida? O novo emprego? Aquele namorado novo? E o curso de italiano? Foi bom? E aquelas aulas de yoga que você jurou que nesse ano ia começar? O quê? Não fez nada disso?" Então elas suspiram e continuam a piscar: "então nem vou perguntar se você fez aquela dieta e perdeu aqueles quilinhos que você prometeu pra si mesma?"
Final do ano é sempre assim. É igual eleição. Você faz uma balanço de tuuuudo o que prometeu no início do ano, e descobre que não cumpriu nada. Então, faz novas promessas para o próximo ano, que não vai cumprir...ano que vem vai ser a meeesma coisa. A diferença é que nas eleições, as promessas são feitas geralmente por pessoas diferentes!
Pisca-piscas são depressivos...me causam um mal estar, uma sensação de trabalho mal feito, não sei.
Mas o que quero dizer não é pra tudo mundo perder a esperança e desistir das promessas, claro que não. Eu só queria que esses balanços fossem feitos durante o ano todo...que os parentes se reunissem outras vezes durante o ano, que comprássemos roupa branca pra usar num dia qualquer e sentir uma sensação de paz, que trocássemos presentes em dias especiais, pois todo o dia é especial, que as pessoa pensassem em amor mais vezes durante o ano, e não só no Natal.
Queria que não fossem apenas convenções, apenas coisas que todo mundo faz. Por que papai-noel no Brasil não usa bermuda e chinelo havaiana, se o nosso Natal acontece em pleno verão? Por que enfeitamos nossos pinheirinhos com algodão imitando neve?
Convenções, que muitas vezes nem ao menos nos pertenceram um dia, podem fazer mal. Principalmente quando não sabemos o que significam, quando fazemos de forma mecânica, sem sentimentos.
É isso que me deixa melancólica com os pisca-piscas: saber que muita gente está falando de amor, quando nem ao menos sabe o que é isso.
Ok...vamos lá! Nunca fui muito boa nessa coisa de blogs, html, internet em geral...mas como todo jornalista tem necessidade de escrever e ser lido, resolvi tentar aprender. Enquanto não faço tanto sucesso como a Monica Bergamo, a Fátima Bernardes ou o Dirceu de Castro, escrevo aqui mesmo, pra quem estiver interessado em conhecer meus momentos de divagações. Assim que eu tiver uma coluna na Gazeta, ou um espaço para as minhas crônicas no Jornal Nacional, eu paro de escrever aqui!
Mas enquanto esse momento não chega...