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Quinta-feira , 24 de Fevereiro de 2005

EM DEFESA DO CARÁTER

Engraçado como quanto mais a gente conhece as pessoas, mais se decepciona com elas. Na verdade não é engraçado, mas eu quis começar o texto assim. E não estou falando de pessoas no sentido de essa ou aquela pessoa, mas no sentido geral, de ser humano.

Com o passar dos anos descobrimos que o tal ser humano, inicialmente uma meiga e doce criança, pode se transformar num ser frio e calculista, capaz de fazer qualquer coisa para conseguir o que quer, até mesmo passar por cima de outros seres, não tão frios quanto ele. E assim vamos descobrindo, como eu descubro a cada dia, que ninguém no mundo é digno de confiança. E que pessoas de caráter são espécie em extinção. Estou até pensando em montar uma ONG em defesa do caráter e arrecadar fundos para pesquisas e preservação desse segmento da espécie humana. Espero que essa espécie se reproduza em cativeiro!


Escrito por Nani às 14h25
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Segunda-feira , 21 de Fevereiro de 2005

Se o que você encontrou é feito de matéria pura,

 jamais apodrecerá.

E você poderá voltar um dia.

Mas...

Se foi apenas um momento de luz,

como a explosão de uma estrela,

então não vai encontrar nada quando voltar.

Mas terá visto uma explosão de luz.

E só isto já valeu a pena...

 


Escrito por Nani às 12h14
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Terça-feira , 15 de Fevereiro de 2005

ABAIXO AO CHANTILLY

Lamentável o exagero dos holofotes da imprensa para o casamento das duas estrelinhas atuais...
Até os telejornais de renome concederam valiosos e longos minutos ao segredo por trás do Castelo de Chantilly. Uma notinha de 20 segundos era mais que suficiente, afinal, não tinha imagem mesmo!
E nós, pobres mortais inteligentes, temos que conviver com a futilidade que muitas vezes domina os meios de comunicação. Futilidade sim. Quer coisa mais fútil do que casar num castelo? E ainda por cima de chantilly?


Escrito por Nani às 14h45
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Quinta-feira , 03 de Fevereiro de 2005

COISAS QUE PRECISO APRENDER

Estou inaugurando uma nova série, o nome é esse aí em cima, do título. Gosto dessa coisa de série...você tem um tema e divaga sobre ele em vários capítulos. Mas quando já passaram muitos capítulos, você pode divagar sobre outra coisa, porque ninguém lembra direito qual era o tema!
Esse não vai ser o meu caso, porque o tema, embora abrangente, é bem específico!! Quando o tempo vai passando e você vai se relacionando com outros grupos, freqüentando outros lugares, e tals...percebe que tem algumas coisas que não te faziam falta, mas que em outro grupo podem classificar você como um perfeito ignorante! Tá, eu sei que fui meio dramática, mas adoro um drama elevado ao quadrado... São informações, culturais ou não, úteis ou não...Isso acontece muito na minha profissão, pra não dizer “tem acontecido” muito, porque nunca se sabe que tipo de sujeito você vai encontrar pela frente. Num dia, é um executivo de alto escalão, no outro um político, no outro uma perua querendo aparecer na coluna social, ou uma bicha que está abrindo um novo salão na cidade (aliás, como tem salão de beleza nessa cidade!).
Antes que eu comece a fugir do tema...quero dizer que aceito sugestões para esta série. Se forem muito extravagantes, não precisa deixar no comentário, pode mandar por e-mail mesmo!

Capítulo I - VINHOS

Para mim existem oito tipos de vinhos: branco seco, branco suave, tinto seco, tinto suave. Multiplique esses quatro por dois: os caros e os baratos. Pronto. É suficiente, ou melhor, eu achava que era suficiente. Claro que o sabor varia um pouco dependendo da marca, mas isso acontece com todo o produto que não é monopolizado.
Pois bem, nunca imaginei que fosse preciso saber as diferenças entre um Chateau e um Malbec...Aliás, esses são os nomes mais fáceis que eu tenho em mente, porque não é um assunto simples. Tem Merlot, Cabernet, Bordeaux, Borgonha, Cahors, Chianti...bom, cada uva que sai de cada videira em cada vinícola ganha um nome diferente, que dá origem ao nome do vinho. O primeiro passo seria saber os nomes, qualidades e tipos para só depois tentar reconhecer um bom vinho pelo sabor. Aqui cabe um parênteses de um programa de rádio que ouvi esses dias sobre a tal bebida:

Ouvinte: - Olá! Gostaria de saber alguns bons vinhos que posso comprar na faixa de 30 reais.
O cara (não lembro de quem era o programa): - Não existem bons vinhos na faixa de 30 reais.
Puxa! E eu que pensava que aquele Marcus James que eu tomei uma vez era um bom vinho...custava uns vinte e poucos reais!! E eu tinha achado caro...

E ainda tem a tal da arte da degustação. Para degustar um vinho (um bom, não os de vinte reais) você tem que girar a taça cinco vezes, cheirar o líquido que está lá dentro como se estivesse comprando um perfume e fazer um cara de entendido, girar mais quatro vezes para a direita, e duas para a esquerda. Então você inclina a taça num ângulo de 82 graus e deixa que o vinho percorra todos os tais pontos da sua língua calmamente...Aí você faz um bochecho e engole! Mas isso não vale para todos os tipos, tem que prestar atenção: se for um vinho madeira, você tem que girar a taça sete vezes, e não cinco. E se a madeira for mogno, o ângulo de inclinação da taça é 77 e não 82 graus.
E diferença de nacionalidade? Sim, porque vinho é patriota! Nunca devemos confundir um vinho chileno, envelhecido durante 100 milhões de anos, num barril de carvalho feito manualmente por aborígines australianos, com um vinho francês, feito originalmente de uvas colhidas e esmagadas pelos pés descalços de uma família inteira com frieira!


Escrito por Nani às 14h10
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