

BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 26 a 35 anos
Alguma vez você já pensou no que diria a você mesmo, se encontrasse o seu "eu criança"? Com nove ou dez anos de idade, ele encontra com você e está cheio de perguntas sem resposta, cheio de medos, de inseguranças, anseios, muitos dos quais você não lembra nem sequer que já os teve...
Ele quer saber o que vai aprender, como fazer as escolhas certas, enfim...ele quer um manual de como viver...pelo menos até chegar à sua idade.
Isso não foi idéia minha, foi idéia do Richard Bach, que escreveu um livro contando as suas longas conversas com o...digamos, com o "Bachzinho".
Aí eu fiquei pensando: o que eu ensinaria para o meu "eu criança"? Já pensou nisso? O que você diria para o seu? Algo como "use filtro solar"?
Como ensinaríamos alguém a viver? Do nosso jeito, sem regras, convenções ou valores inúteis, apenas como nós desejamos que nós mesmos tivéssemos vivido até agora...
Muita primeira pessoa nesse texto, muito pessoal, um pouco egoísta talvez, mas bacana pensar nisso...
Foi só por isso que escrevi, para pensar sobre o assunto. Imagine-se frente a frente com você e dê os conselhos mais íntimos, que jamais daria a ninguém...aqueles guardados não a sete, mas a dez chaves!
Quem sabe um dia não temos a sorte (ou o azar) de encontrar com o "eu velho" e perguntar aquilo que não soubemos responder ao "eu criança"?
Você sempre acha que sabe a resposta...até se deparar com a pergunta.